Deputada Carolina Marques defende que aposta no desporto é investimento e não despesa

A deputada do PSD Carolina Marques afirmou no Parlamento que as prioridades da Confederação do Desporto de Portugal estão em linha com o trabalho iniciado pelo anterior
governo e seguido pelo atual. A parlamentar social democrata falava numa audiência aos
dirigentes da organização, na qual defendeu que o desporto deve ser encarado como um
investimento e não uma despesa.


Carolina Marques saudou o trabalho apresentado pela Confederação na Comissão de Cultura,
Comunicação, Juventude e Desporto, que disse sistematizar “os principais desafios e
prioridades” do setor do desporto. Para a deputada aveirense, “é um trabalho particularmente
importante, uma vez que ajuda a colocar o desporto no centro da agenda pública, não apenas
como competição, mas como área fundamental para a saúde, a educação, a coesão social e a
projeção internacional de Portugal”.


“Estas metas dão continuidade ao trabalho iniciado pelo anterior governo da AD, em particular o investimento de 65 milhões de euros num contrato-programa com medidas de apoio ao desporto para 2024/2028, apresentado em dezembro do ano passado” – vincou Carolina Marques, assegurando que “este governo tem outra medias planeadas no seu programa eleitoral e que estão alinhadas com as preocupações da confederação”.


Carolina Marques exemplificou com a apresentação e implementação de um programa de
desenvolvimento para o desporto, com a revisão da legislação e um modelo de coordenação de políticas públicas assente em pilares como o alto rendimento, as infraestruturas e o financiamento, a promoção de um alinhamento estratégico de escolas, clubes e autarquias e o
reforço da inclusão.


A deputada do PSD referiu que o seu grupo parlamentar e o governo da AD “olham com interesse para estas prioridades, que se alinham com as metas que também queremos alcançar”, nomeadamente quanto ao combate à obesidade infantil e ao sedentarismo, a promoção da prática desportiva em todo o território, o reforço de programas de inserção para mulheres e portadores de deficiência, o apoio ao desporto de alto rendimento como catalisador da prática jovem e o aumento do investimento no desporto.


“O desporto deve ser visto como um investimento e não como uma despesa, pelo seu impacto, até económico” – concluiu Carolina Marques, questionando a confederação sobre como pretende concretizar estas prioridades em articulação com as escolas, autarquias e clubes e que mecanismos de supervisão considera necessários para garantir resultados concretos.

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