A Diocese de Aveiro emitiu um comunicado oficial a alertar os fiéis para informações que têm circulado sobre alegadas celebrações religiosas em Oiã, no concelho de Oliveira do Bairro, envolvendo Francisco Marques, residente naquela localidade.
Segundo a Diocese, Francisco Marques, que no passado ganhou projeção pública pela sua proximidade ao Papa Francisco, não foi ordenado sacerdote da Igreja Católica e não se encontra em comunhão com a mesma. Dessa forma, esclarece o comunicado, não possui quaisquer faculdades canónicas para administrar ou celebrar sacramentos no território da Diocese de Aveiro.
A nota acrescenta que, mesmo na eventualidade de Francisco Marques ter recebido ordens sagradas noutra religião ou denominação cristã, tal circunstância não lhe confere legitimidade para administrar validamente os sacramentos da Igreja Católica. Por esse motivo, a Diocese sublinha que os fiéis católicos não devem receber dele qualquer sacramento.
O comunicado recorda ainda que posição idêntica foi tornada pública pela Diocese de Roma relativamente a Salvatore Micalef, que se apresenta como patriarca e bispo da Prelatura de São Pedro e São Paulo, e que tem acompanhado Francisco Marques em retiros realizados em Fátima. Em 2024, também a Diocese de Leiria-Fátima se demarcou dessa situação. A Diocese de Roma esclareceu então que Salvatore Micalef não está em comunhão com a Igreja Católica e não possui as faculdades ministeriais necessárias para administrar ou celebrar sacramentos no seu território.
Com o objetivo de garantir o esclarecimento de toda a comunidade diocesana, o bispo de Aveiro determinou que esta informação seja dada a conhecer aos fiéis num domingo próximo, em todas as paróquias da Diocese.

O comunicado está datado de 10 de janeiro de 2026 e é assinado por D. António Manuel Moiteiro Ramos, bispo de Aveiro.
