Kriol Jazz regressa a Águeda entre 27 e 29 de março com música, dança, gastronomia e artes performativas

A edição de 2026 do Kriol Jazz Festival regressa a Águeda entre os dias 27 e 29 de março, voltando a transformar o Centro de Artes de Águeda num espaço de celebração da cultura cabo-verdiana através da música, dança, gastronomia e criação artística contemporânea.

Depois de, em 2025, Águeda se ter tornado a primeira cidade europeia a acolher este festival internacional, o evento regressa agora ao concelho aguedense para uma segunda edição consecutiva, reforçando o posicionamento do município como ponto de encontro da música crioula contemporânea na Europa.

A apresentação oficial do festival decorreu no Centro de Artes de Águeda e contou com a presença de Jorge Almeida, presidente da Câmara Municipal de Águeda, e de Edson Sousa, vice-presidente do município. Participaram também, através de ligação online, José da Silva, promotor do Kriol Jazz, e Ricardo Barbosa Vicente, curador da instalação artística que integrará o programa desta edição.

Três noites com grandes nomes da música internacional

O programa musical decorre no auditório do Centro de Artes de Águeda, sempre às 21h30.

O festival abre na sexta-feira, 27 de março, com a atuação do histórico grupo cabo-verdiano Os Tubarões, uma das formações mais emblemáticas da música de Cabo Verde e responsável por alguns dos temas mais marcantes da morna e da música popular cabo-verdiana.

No sábado, 28 de março, sobe ao palco a formação Brooklyn Funk Essentials, banda nova-iorquina conhecida pela fusão entre jazz, funk, soul e influências de várias geografias musicais.

O encerramento acontece no domingo, 29 de março, com o concerto da violinista e compositora cubana Yilian Cañizares, artista internacional que cruza jazz, música clássica e ritmos afro-caribenhos.

Kontornu traz dança contemporânea e artes performativas

Em paralelo com o Kriol Jazz decorre também o Kontornu – Festival Internacional de Dança e Artes Performativas, que chega à sua quarta edição e é dirigido pelo artista cabo-verdiano Djam Neguin.

O Kontornu apresenta várias atividades ao longo dos três dias, incluindo programação infantil, workshops e performances.

No dia 27 de março, às 10h30, realiza-se a atividade infantil “Buluku”, dirigida por Djam Neguin, no Centro de Artes de Águeda.

No sábado, 28 de março, às 10h00, decorre o workshop “Afro Contemporâneo”, orientado por José Jalane, também no Centro de Artes de Águeda. À noite, às 20h30, apresenta-se a performance “LONGI”, de Lucieny Kaabral.

Já no domingo, 29 de março, o programa inclui às 14h30 a atividade infantil “Xindzuti”, dinamizada por Dinis Quilavei, seguida às 15h00 por um workshop de kuduro orientado por Inês Sybille. Às 20h30 sobe à cena a performance “Reverberações de um Corpo em Tela”, de Wura Moraes.

Workshops e tradição cabo-verdiana

A programação inclui ainda vários momentos dedicados à formação e à partilha cultural.

No sábado, 28 de março, realiza-se entre as 10h00 e as 11h30 um workshop de dança afro contemporânea na Sala Estúdio do Centro de Artes de Águeda. No domingo, 29 de março, entre as 15h00 e as 16h30, decorre um workshop de kuduro dinamizado pela associação Assoartes.

Também no sábado, 28 de março, o festival recebe a Orquestra de Batukadeiras de Portugal, projeto criado pela Associação de Mulheres Cabo-Verdianas na Diáspora em Portugal (AMCDP) com o objetivo de promover o batuko, uma das mais antigas manifestações culturais de Cabo Verde.

O programa inclui um workshop entre as 11h30 e as 12h00 e uma atuação marcada para as 16h00 no Centro de Artes de Águeda.

Gastronomia e arte sonora completam o programa

A gastronomia cabo-verdiana também terá lugar no festival com um showcooking dedicado à preparação da tradicional cachupa, prato emblemático da cozinha de Cabo Verde. A iniciativa decorre no sábado, 28 de março, entre as 12h30 e as 13h30, estando sujeita a inscrição prévia.

Outro dos destaques do evento é a instalação artística sonora “Discursos Atlânticos”, criada por Carlos Noronha Feio e com curadoria de Ricardo Barbosa Vicente.

Desenvolvida especificamente para esta edição do festival em Águeda, a obra apresenta uma experiência imersiva baseada na relação entre som e coordenadas geográficas. A instalação procura explorar a dimensão imaterial da paisagem, da memória e das identidades culturais, criando uma cartografia sonora que cruza territórios e experiências.

Com esta programação multidisciplinar, o Kriol Jazz Festival volta a afirmar Águeda como um espaço privilegiado de encontro entre culturas, promovendo a diversidade artística e reforçando as pontes culturais entre Portugal e Cabo Verde.

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