Homem de 38 anos em prisão preventiva por violência doméstica em Águeda

Um homem de 38 anos ficou em prisão preventiva após ser detido pela Guarda Nacional Republicana (GNR) por suspeitas da prática do crime de violência doméstica no concelho de Águeda.

A detenção ocorreu no passado dia 11 de março e foi realizada pelo Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE) do Comando Territorial de Aveiro, no âmbito de uma investigação que decorria há cerca de cinco meses.

Segundo a GNR, ao longo da investigação foram recolhidos diversos elementos que indiciam a prática continuada de comportamentos violentos por parte do suspeito contra a sua cônjuge. De acordo com os militares envolvidos no processo, o homem terá exercido violência verbal, psicológica e física, criando um ambiente de medo constante para a vítima.

As autoridades indicam ainda que o arguido já tinha sido anteriormente detido pelo mesmo tipo de crime. Apesar dessa intervenção prévia das autoridades, o suspeito terá mantido a conduta agressiva, agravando o clima de ameaça e insegurança vivido pela vítima, que temia pela sua integridade física e pela própria vida.

Face aos indícios recolhidos durante a investigação, foi emitido um mandado de detenção que acabou por ser cumprido pelos militares da GNR.

Após a detenção, o suspeito foi presente no dia 12 de março ao Tribunal Judicial de Aveiro para primeiro interrogatório judicial. O juiz responsável pelo processo determinou a aplicação da medida de coação mais gravosa prevista na lei portuguesa — a prisão preventiva — considerando o perigo de continuação da atividade criminosa e a necessidade de salvaguardar a segurança da vítima.

Na sequência da decisão judicial, o arguido foi conduzido para o Estabelecimento Prisional de Aveiro, onde permanecerá enquanto decorre o processo.

A operação policial contou também com o apoio de uma patrulha do Posto Territorial de Arrancada do Vouga, que colaborou nas diligências que levaram à concretização da detenção.

Em Portugal, o crime de violência doméstica é considerado um crime público, o que significa que pode ser investigado independentemente de queixa da vítima. Trata-se de um dos crimes que tem merecido especial atenção das autoridades policiais e judiciais, sendo frequentemente alvo de medidas cautelares rigorosas quando existem indícios de perigo para a vítima.

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